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always failing to remember, why we came came came...I wonder why we came...
2月15日

ola!

faz um tempão que eu não posto to meia sem tempo as minhas aulas começaram.... mas to cheia de novidades ontem fui a uma palestra sobre joaquim nabuco.... depois conto o resto...
1月4日

Precisava de alguém, agora...


Ah, se minha tristeza fosse assim, só de chorar e abraçar. Queria que fosse. Sinceridade para mim é dizer que isso tudo não é frescura. O meu é simplesmente um sofrimento comum, que sinto à minha maneira. Claro que todos somos abatidos por tristezas, alegrias, diversos sentimentos, e não sou do tipo que se engana dizendo que não é comum. Claro que sim, claro que sou. Muito comum. Sinto exatamente tudo o que os outros sentem. Mas claro, também claro, que sentimos as coisas de diferentes maneiras, e que exteriorizamos as dores de diferentes modos. O mundo é hostil, e viver lá dentro -- provavelmente este "lá dentro" seja no interior do útero materno -- seria muito mais confortável. Pulsões controladas, as vontades todas satisfeitas. Sem problemas, porque o mundo é mesmo hostil. Deitar numa cama quente, debaixo das cobertas, pode ser um simulacro de útero materno; a ilusão de estar num local confortável onde nada pode me atingir; um casulo onde estou protegido de todos os males e perigos do mundo exterior. Sentir que há o perigo, admitir o perigo e concluir que a melhor opção, sem muita sombra de dúvida, seria fugir, se abrigar. Ter coragem é muito mais um mecanismo racional artificial que um impulso legítimo, algo que naturalmente surge no ser vivo. O medo é a verdadeira pulsão. E se abrigar do mundo, fugir do que dá medo, é a solução mais óbvia. Não sei o que sinto exatamente, só sei que não é bom. Tudo o que sempre idealizei falhou, as coisas não aconteceram como eu previra, ou quisera. As coisas simplesmente aconteceram, como uma onda que quebra na praia -- naturalmente. E o naturalmente sempre dista do idealizado, do sonhado. É preciso mexer em tanta coisa para conseguir o sonhado, o idealizado. O natural vem pronto, sozinho, sem intervenção. Ele não requer nada, nem uma palha você precisa mover. É só esperar. Aquele repetidor de frases-feitas que lá atrás te disse que as coisas não caem do céu estava enganado. O natural cai, sim, do céu. O que não cai do céu são os sonhos, as ilusões que você deseja ver transformadas em realidade. Isso não cai. O resto cai. E será que a melhor opção não seria simplesmente deixar cair? O grande problema é que neste mundo não se pára pra pensar. Uma minoria impõe mais ou menos o que deve ser desejado e o resto corre, a manada, a massa disforme corre atrás. A infelicidade com a vida frustrante de tanta gente poderia encontrar sua solução definitiva neste exato ponto. A felicidade não virá a partir do exterior, e isso deveria ser muito claro para todos, se as pessoas pensassem. Se a pessoa pensasse.
12月29日

O jocker da nossa vida

No Mundo da Realidade

 

A realidade e os sonhos se misturam num emaranhado de emoções. Como distingir o que é real ou o que simplesmente sua mente inventou? Este é um dos dilemas básicos explorados por Jostein Gaarder em O dia do curinga.

Este romance, como é característico do autor, nos remete a diversas questões filosóficas. A viagem de Hans-Thomas e seu pai pela Europa, atrás do Ás de Copas que se perdeu, é repleta de paradas para filosofia.

O limite entre o que existe no mundo "palpável" e o que apenas existe em nossa consciência é ultrapassado, com a vida desprendendo-se do "cárcere da consciência" e saltitando por uma ilha mágica. Criaturas convivem com seu criador, numa dicotomia quase que insustentável e explosiva. Mas afinal, o que é mais artificial? Um homem ou um aparelho de TV?

Nada é tão misterioso como a vida. E de todos que dia a dia nascem e aparecem no mundo, apenas alguns verdadeiramente vivem, conscientes disso. Alguns poucos tem a percepção de que não é óbvio viver. Viver é um milagre! Olhar, pensar, sorrir, clamar, chorar. Nada disso é "normal", corriqueiro. É uma maravilha que se repete a cada dia e a cada momento, mas que, só por sua regularidade, não deve tornar-se algo banal.

O mergulho é extremamente profundo ao ler-se tal escrito. Você mergulha tão fundo em tantas histórias que a sensação quando se para de ler é como a de se desconectar de um sistema de multimídia. E o mais fabuloso é que você experimenta tal sensação em diversos momentos e em diversos níveis, mesmo sem largar o livro, acompanhando o personagem que passa por esta mesma experiência constantemente.

Neste mundo onde a vida e a verdade estão ocultas, apenas umas poucas cartas conseguem ver com clareza. "Apenas o curinga do jogo não se deixa iludir." Curingas são raros em qualquer baralho, mas sempre existe um para manter viva a esperança e a verdade não deixar morrer.

Muitos de nós vivemos a buscar esta condição: ser um curinga. Em prol disso, negligenciamos tradições, afrontamos autoridades, desafiamos pensamentos, questionamos convenções, indagamos os porquês e procuramos algum a que. Nem sempre faz-se isso de forma coerente, sadia. A ânsia por tornar-se algo diferente do que somos e não ser contado apenas como mais um, mais uma carta do baralho, é tão grande, que às vezes acabamos por nos perder. Nos perdemos em nossa realidade desvirtuada e confusa. O certo e o errado se misturam. O que buscamos tanto afirmar como sendo o certo, a coisa nobre a se fazer, não raro é a atitude que menos conseguimos concretizar. A tendência ao erro, à seguir a multidão, é forte, e querer ser um curinga, de maneira forçada e portanto, falsa, pode ser perigoso, talvez até mortal.

Não adianta querer fazer tudo porque é bonito de se dizer. Um discurso inflamado é muito belo, mas para ser um curinga de verdade não é necessário discurso. Não se exige diploma ou ideologia. Um curinga é aquele que não se baseia no sistema (esquerda ou direita) para viver. Ele percebe a hipocrisia dos dois lados (ou quantos lados existirem) e tem a nobre tarefa de alertar aqueles que desejem saber a verdade.

Estes costumam ser apedrejados. Ninguém quer ser acordado enquanto sonha. O sonho é belo, é prazeroso. Nele vê-se nuvens e se pode tudo. Você pode ser quem quiser, inclusive um curinga. Os curingas acabam por morrer na sua ânsia de revelar o que entenderam a outros. No seu desejo de despertá-los de sua dormência, acabam por ser acusados de perturbadores, de desertores.

Na verdade, são. São desertores deste sistema e dessa forma única e mecânica de se pensar e de sentir o meio e os pares. São perturbares desta falsa paz e dessa falsa racionalidade estabelecida de cima para baixo. Mas são muito mais do que isso. São sonhadores, são utópicos, são românticos e são sadios. Vêem o mundo com outros olhos: os olhos do delírio. Eis a sua chama vital que nunca se extinguirá.

Os curingas estão espalhados pelo mundo, disfarçados em pessoas alienadas e comuns. Não fazem tanto alarde, até chegar a hora de despertar outro curinga para seguir o jogo. Estão sempre presentes, e sempre estarão. E o nosso desejo, nosso mais íntimo anseio, é de ser, ao menos um dia, um curinga.

Mas não adianta, não se canse. Ser um curinga não é uma opção, não é apenas uma questão de filosofia. Curinga não é só por distração. É uma maldição de família. curinga não é só por distração, é apenas uma maldição de família...

12月28日

A sociedade dos Poetas Mortos

"O filme "Sociedade dos Poetas Mortos" mostra as relações de um professor e ex-aluno da Welton Academy, vivido por Robin Williams, com uma turma de adolescentes cheios de sonhos e vontade de viver intensamente. Entretanto, encontram-se inseridos em um sistema acadêmico rígido e autoritário, não permitindo-os, com o pleno auxílio de suas famílias, buscarem outras oportunidades externas às impostas pela instituição de ensino preparatória para a universidade - referíndo-se a atualidade brasileira, seria uma escola secundarista técnica.

A quebra dos estereótipos educacionais proposta pelo professor em questão, John Keating, remete os alunos a novas possibilidades e visualizações acerca do mundo em que vivem, ou que deveriam viver. Isso faz brotar nos jovens novos sentimentos, sempre com o insistente auxílio de John Keating pela quebra de barreiras impostas pela sociedade, família e instituição, o que fica bem claro com a morte da personagem Neil Perry, que se remete à vida enquanto ela ainda lhe oferece possibilidades de proveito a cada momento, relação direta com uma frase muito usual na trama: Carpe Diem (aproveite o dia). Ele a sacrificada em suicídio pela causa mais justa relatada no filme, a truculência contra os anseios pessoais e imposições profissionalizantes, educacionais, capitalistas, enfim, que são expoentes da sociedade global mundial.

Nos 129 minutos de filme, são mostrados a importância dos sentimentos humanos que superam quaisquer imposições sociais, é o íntimo de cada pessoa sendo mais valorizado que as regras impostas pelo coletivo, é a quebra para a renovação. Entretanto, a aparente quebra de regras, mostradas como sendo o eixo central da trama, se contradiz com a própria formação da Sociedade dos Poetas Mortos, onde todos têm que ler poemas, produzir versos, reunir-se em horários definidos, entre outras, para se tornarem mebros efetivos. A Sociedade referencia poemas de autores renomados e dos próprio personagens, como sendo renovadores e estimuladores de ações e pensamentos.

O drama é muito bem construído, com imagens fortes que retiram dos atores os sentimentos que precisavam se mostrar encobertos. Robin Williams, como é de praxe, submete os pensamentos dos espectadores a uma introspecção e auto valorização humana. A escolha de uma instituição preparatória ortodoxa foi muito bem explorada, já que, tradicionalmente, os pensamentos acerca de um local como este remete a todos a um ambiente fechado, com regimentos fortes e invioláveis, truculento e altamente insensível com o ser humano. Todos estão alí pela instituição, que dá em troca a sustentação necessária para sobreviver no mundo cada vez mais individualista."

Skakespeare e a música

  Quem é o Sol do sistema?
 
 
 É problemático encontrar-se o seu centro. Quem é o Sol do sistema shakespeariano? Não se trataram suas encenações de autos religiosos, onde Deus, Cristo ou a Igreja, ainda que fisicamente ausentes, nem figurados ou representados, assumem o centro oculto de tudo, o poder sobrenatural onipotente, ainda que encoberto. Muito menos pode-se dizer que ele é ocupado por uma potência terrena como uma monarquia por exemplo. Muitas das suas peças não se passam na corte, nem os soberanos são seus personagens obrigatórios ou mesmo dignificantes (o que dizer da vilania de um Ricardo III, da ingenuidade do Rei Lear, ou da traição de um Macbeth?). Seria o público o centro de tudo? Seria uma abstração do Homem, um antropocentrismo? Seria ousado demais dizer-se que ele prenuncia um relativismo de Einstein, para quem o centro inexiste? Poderia dizer-se que ele, tal como Giordano Bruno, acreditava em muitos outros mundos, uma infinidade deles, fazendo com que cada uma das suas peças, como conseqüência, fosse dotada de um Sol próprio, diferente das outras?
 

Influência universal de Shakespeare

 

 A maior parte das peças mais conhecidas de Shakespeare foram traduzidas e representadas na maioria dos idiomas ocidentais, inclusive no Japão. Outras tantas foram filmadas (seguramente Hamlet foi a mais aproveitada, com mais de 50 versões feitas pelos mais diversos diretores, inclusive a Ingmar Bergman, em 1986), tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos, Alemanha, França, Rússia e Japão (Akira Kurosawa foi seu grande admirador, levando o King Lear às telas). Naturalmente que é difícil precisar o alcance literário dele, visto que grande parte dos escritores modernos leram-no ou nele se inspiraram.

Goethe, divulgador de Shakespeare

 

 Goethe, que foi o seu grande divulgador na Alemanha do século 18, viu-o como uma força da natureza que, quase que premonitoriamente teria antecipado o movimento Sturm und Drang. Utilizou-o então como um aríete na luta anticlassicista e anticanônica que se

travava nos cenáculos intelectuais da Alemanha. Shakespeare teria sido o primeiro dos românticos, precursor deles todos. Não apenas isso, o ambiente que cerca o seu Fausto, e em vários dos seus momentos, pode ser considerado uma recriação alemã dos cenários de Shakespeare (a presença da caveiras e dos espíritos, o contraste entre as aforas alegres do campo e o ambiente estranho, soturno, do quarto gótico do doutor Fausto que tanto nos lembra o laboratório de Próspero; o episódio da Noite das Walpurgis que assemelha-se ao encontro de Macbeth com as bruxas numa charneca, etc.).

Shakespeare e a música

 

A ascendência de Shakespeare não limitou-se às letras e à dramaturgia ou ao cinema. Beethoven, que foi seu leitor confesso, aspirando nas suas peças o temperamento inesperado e tonitruante, inspirou-se nele para a abertura do seu Coriolano (1807), como também tirou da última cena de Romeu e Julieta o motivo para o Opus 18, nº 1 , enquanto que a leitura do The Tempest fez com ele idealizasse a sonata em Dó menor, Opus 31, n.º 2. A própria explosão sinfônica de Beethoven, equivalente musical da de Shakespeare, pode ser considerada como um radical rompimento com os cânones anteriores, os do neoclassicismo seguidos por Haydn e Mozart.

 

Machado de Assis e Shakespeare

 


No Brasil, Machado de Assis talvez tenha sido, entre os nossos principais homens de letras, o mais assumido dos shakesperianos, fazendo com que Bentinho, o Dom Casmurro, possa ser lido como uma versão tropical de Otelo. Na qual a Capitú, ao invés de ter tido o destino horrível da bela Desdêmona estrangulada, foi somente banida, dando um toque mais suave, não sangrento, bem brasileiro, num caso de ciúme doentio. A própria revolta dos canjicas , um episódio menor do "O Alienista", possivelmente lhe foi sugerida pela leitura da fracassada revolta de Jack Cage, relatada por Shakespeare no Henrique IV , e é bem explicita esta influência no intróito ao conto "A cartomante", bem como são inúmeras as passagens na obra dele em mostram sua reverência pelo grande bardo.

Fausto - Goethe

Livro de Fausto

 

 

Inspirando-se num antigo personagem, um homem quase lendário, o doutor Fausto, Goethe criou um dos mais estranhos livros que a literatura moderna conheceu, misturando fantasias góticas com o primado da ciência. Segue-se uma narrativa dos seus primeiros capítulos do chamado o primeiro Fausto, escrito em 1808.



O Lamento do Doutor Fausto

Quereis sem freio ou visão estreita/ Provar de tudo sem medida."
Goethe - Fausto, 1ª parte, 1808

 


Lá estava o doutor Fausto a lamentar-se. Devorara até então quase todos os livros possíveis, de medicina, de leis, de teologia. Seduziu-se inclusive pela magia para ver se ela lhe alcançava "o império espiritual". Um enorme vazio foi o que restou. Viu-se "um pobre simplório... sábio como dantes, sou!". Pessimista, disse não saber nada direito e que luz alguma podia dar aos homens. Debruçado na sua mesa de trabalho, acabrunhado, contemplava o luar para ver ser a beleza prateada lhe abria um canal, dava-lhe inspiração, um sinal, um atalho qualquer, para o almejado conhecimento. Assim lamuriava-se o personagem-chave da obra-prima de Goethe.

12月26日

Cultura Popular

Cultura popular Cultura Popular ou Cultura Pop é a cultura vernacular - isto é, do povo - que existe numa sociedade moderna. O conteúdo da cultura popular é determinado em grande parte pelas indústrias que disseminam o material cultural, como por exemplo as indústrias do cinema, televisão e editorais, bem como os media de notícias. No entanto, a cultura popular não pode ser descrita como o produto conjunto dessas indústrias; pelo contrário, é o resultado de uma interacção contínua entre aquelas e as pessoas pertencentes à sociedade que consome os seus produtos. Características A cultura popular está constantemente a mudar e é específica quanto ao local e ao tempo. Dentro da cultura popular, formam-se correntes, na medida em que um pequeno grupo de indivíduos terá maior interesse numa área da qual a cultura popular mais generalizada se apercebe qpenas parcialmente da existência. Os ícones da cultura popular tipicamente atraem uma maior quantidade e variedade de público; ocasionalmente, têm um cunho esotérico, como no caso da maçonaria. Existem duas razões porque os itens que atraem as massas dominam a cultura popular. Por um lado, as companhias que produzem e vendem os seus itens de cultura popular tentam maximizar os seus lucros, enfatizando itens que agradem a gregos e troianos. Por outro lado, aparentemente, a cultura popular é governada pelo efeito meme de Richard Dawkins, o qual é uma forma de selecção natural - os itens da cultura popular com maior probabilidade de sobreviver são aqueles que atraem maios quantidade e variedade de público, propagando-se mais eficazmente. Uma opinião amplamente sustentada é a de que a cultura popular tende a ser superficial. Os itens culturais que requerem grande experiência, treino ou reflexão para serem apreciados, dificilmente se tornam itens da cultura popular. Fontes A cultura popular tem múltiplas origens. É alimentada principalmente à custa das indústrias que têm lucros a inventar e promover material cultural. Entre elas, encontram-se a indústria da música popular, cinema, televisão, rádio, bem como editoras de livros e jogos de computador. Uma segunda fonte da cultura popular, muito diferente da primeira, é o elemento folclórico. Inclusivamente, no mundo pré-industrial, a cultura popular como hoje é entendida não existia, existindo, no entanto, uma cultura folclórica. Esta camada anterior de cultura ainda persiste na nossa sociedade, seja, por exemplo, em forma de anedotas ou de calão, as quais se espalham pela população de boca em boca, tal como sempre aconteceu. O aumento exponencial da utilização da internet providenciou um novo canal para a transmissão do folclore, renovando a força deste elemento da cultura popular. O elemento folclórico da cultura popular está intimamente ligado ao elemento comercial; de facto, a cultura popular pode ser definida como uma espécie de cultura folclórica que surge sob uma forte influência comercial. Apesar de ser repetidamente mortificado pelos abastecedores de cultura comercial, o público tem os seus próprios gostos e nem sempre são previsíveis quais os itens culturais a ele vendidos que obterão sucesso. Este ponto forma outro ingrediente da cultura popular. Por outro lado, as crenças e opiniões acerca dos produtos da cultura comercial são espalhados de boca em boca, sendo modificadas no processo, tal e qual como o folclore. Uma fonte diferente de cultura popular são as comunidades profissionais que providenciam factos ao público, frequentemente acompanhados por interpretação. Estas incluem os media de notícias, bem como as comunidades científicas e académicas. O trabalho de cientistas e académicos é usualmente minado pelos media de notícias e é transmitido ao público com ênfase em pseudo-factos com poder para impressionar ou outros itens com atracção inerente. Tanto os factos académicos como as histórias das notícias são modificadas por transmissão folclórica, sendo por vezes transformadas em perfeitas falsidades, conhecidas por mitos urbanos. Por outro lado, muitos dos mitos urbanos não têm nenhuma origem factual e foram simplesmente inventados por diversão. Feedback Os trabalhadores criativos na música, cinema e televisão comercial - por exemplo, escritores de guiões - são, obviamente, eles próprios membros de uma sociedade cultural; na realidade, são, usualmente, membros totalmente inseridos naquela. Esse facto gera frequentemente um feedback, na medida em que a porção folclórica da cultura popular serve como uma alimentação da porção comercial. Por exemplo, os estereotipos sobre os homossexuais presentes na cultura popular podem ter uma influência importante nos filmes com personagens homossexuais. Por sua vez, isto pode originar um feedback, propagando os estereotipos, eventualmente de forma exagerada. Um exemplo mais inocente será o dos escritores dos guiões da série de desenhos animados Os Simpsons terem tido conhecimento da banda de música Krafterwork pela boca de amigos e conhecidos - leia-se, folcloricamente - e ao mencionar a banda num dos episódios da série propagaram a fama deste grupo para milhões de outros indivíduos. Estudos Embora a cultura popular não seja particularmente prestigiosa, levanta uma série de questões importantes e interessantes, tais como o modo como se dissemina ou que características são necessárias para que um item em particular se torne parte da cultura popular. Os estudos de cultura popular são uma disciplina académica que estuda a cultura popular. É geralmente considerada como uma combinação de estudos de comunicação com estudos culturais. As discussões académicas sobre a cultura popular iniciaram-se mal se formou a sociedade de massas contemporânea e os trabalhos inicalmente desevolvidos sobre cultura popular ainda influenciam os contemporâneos. Teorias Tradicionais A sociedade de massas A sociedade de massas formou-se durante o processo da industrialização do século XIX, através da especialização em tarefas, a organização industrial em larga escala, a concentração de populações urbanas, a centralização crescente do poder de decisão, o desenvolvimento de um complexo sistema de comunicação internacional e o crescimento dos movimentos políticos das massas. Alan Swingewood escreveu em O Mito da Cultura de Massa (1977) que a teoria aristocrática da sociedade de massas está ligada à crise moral causada pelo enfraquecimento dos centros tradicionais de autoridade, como a família e a religião. A sociedade prevista por Ortega y Gasset, T. S. Eliot e outros autores é uma dominada por massas filistinas, sem centros ou hierarquias de autoridade moral ou cultural. Nesse tipo de sociedade, a arte só consegue sobreviver se conseguir cortar as suas ligações com as massas, refugiando-se nos valores ameaçados. Ao longo do século XX, este tipo de teoria foi utilizada para distinguir a arte autónoma, pura e desinteressada da cultura de massa comercializada. A indústria da cultura À primeira vista, diametralmente oposta à teoria aristocrática, a teoria da indústria da cultura foi desenvolvida pelos teóricos da Escola de Frankfurt, tais como Theodor W. Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse. Segundo estes autores, as massas são dominadas por uma indústria de cultura que obedece somente à lógica do capitalismo. A evolução progressiva Uma terceira teoria acerca da cultura popular, influenciada pela ideologia liberal pluralista, é denominada frequentemente por evolucionismo progrresivo e é mais optismista. Encara a economia capitalista como a criação de oportunidades para que qualquer indivíduo possa participar numa cultura completamente democratizada pela educação em massa, expansão do tempo de lazer e álbuns de música e livros baratos. Nesta visão, a cultura popular não ameaça a alta cultura, sendo uma expressão autêntica das necessidades do povo. Como escreve Swingewood (1977), neste caso não existe a questão da dominação. Estudos contemporâneos Vestígios da teoria da indústria da cultura Surge com a chegada da burguesia ao poder em alguns países capitalistas, como foi o caso dos EUA e Inglaterra. O modelo capitalista de cultura procurou meios para lucrar com uma cultura que ultrapassasse as fronteiras e atingisse o mundo, isso com a ajuda da tecnologia em franco desenvolvimento (imprensa, rádio, televisão, cinema), impondo assim uma cultura massificada para diversos povos com culturas distintas. A cultura popular e a Wikipedia A Wikipedia, escrita por editores amadores em regime de voluntariado, inclui na quase totalidade das suas versões linguísticas, uma enorme quantidade de informação específica acerca da cultura popular contemporânea, com artigos sobre trabalhos individuais de cultura popular, os seus criadores, a sua tecnologia e os seus personagens de ficção. Tal ilustra que os participantes numa cultura popular - da qual fazem parte também os editores da Wikipedia -, retêm mentalmente uma grande quantidade de factos e julgamentos estéticos acerca da cultura popular a que foram expostos. Ilustra também um dos valores da Wikipedia, uma vez que as enciclopédias tradicionais não contêm este tipo de informação, apesar da sua relevância indiscutível para compreender o estado contemporâneo da humanidade. Referências O mito urbano de que os esquimós têm 50 palavras para neve é desmistificado no livro de Geoffrey Pullum The Great Eskimo Vocabulary Hoax and Other Irreverent Essays on the Study of Language (1991, University of Chicago Press, ISBN 0-226-68534-9), inédito em Portugal. Alan Swingewood, 1977: The Myth of Mass Culture, London: Macmillan (tradução brasileira: O mito da cultura de massa, Rio de Janeiro, Interciência, 1978).
 
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melo rafaela

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居住地
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Não mais, menos.
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